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Segurança do Trabalho

Será que nós podemos aprender alguma coisa com esse caso?

Em outubro de 2013,  um auxiliar de produção sofreu um grave acidente de trabalho enquanto operava um perfiladeira em uma indústria multinacional do ramo de coberturas metálicas localizada em Aparecida do Taboado, interior de mato Grosso do Sul. E como profissional prevencionista eu afirmo que há muito o que se aprender com esse caso. Confira!

O jovem trabalhador de 25 anos teve o braço prensado quando o rolo de tração da máquina puxou sua mão direita. No momento do acidente, o auxiliar operava a máquina sozinho, mesmo sendo necessária a presença o operador da máquina que estava no seu intervalo.

O jovem alega que operava a perfiladeira há dois meses sem que tenha recebido treinamento sobre os procedimentos de segurança na execução da atividade e que no local de trabalho não existia nenhuma orientação sobre o correto manuseio do equipamento.

O laudo médico apontou que o acidente de trabalho causou lesão na mão direita, gerando importante limitação para os movimentos de pinça para os dedos e extensão do punho para apoio.

A multinacional argumentou que a empresa não teve culpa na ocorrência do acidente, não praticando ato ilícito, sendo o acidente culpa exclusiva do funcionário que cometeu “ato inseguro”.

Entretanto a multinacional não conseguiu comprovar que o trabalhador recebeu treinamento para o manuseio e operação da máquina e ainda permitiu que o trabalhador exercesse a atividade de operador sendo contratado para exercer a função de auxiliar de produção.

Não de outra! O trabalhador recorreu à Justiça do Trabalho pedindo indenização por dano moral e estético e pensão vitalícia decorrentes de acidente de trabalho, e adivinha no que deu?

  1. Indenização por dano moral e estético no valor de R$ 25 mil.
    “levando-se em conta o grau de culpa do ofensor, a condição social e econômica dos envolvidos, a intensidade da conduta lesiva, sua natureza e repercussão”.
  2. Pensão Vitalícia no valor de R$ 57.984,83 correspondente ao trabalho que se inabilitou em decorrência do acidente até completar 65 anos, expectativa de vida do brasileiro.
    “O obreiro, em decorrência do acidente, encontra-se parcial e permanentemente inapto ao exercício das atividades que antes desempenhava, as quais lhe exigiam força e movimento de pinça”

Será que nós podemos aprender alguma coisa com esse caso?

  • Documentação de treinamentos?
  • Desvio de Função?
  • Mudança de função e Ordem de Serviço?
  • Funcionário esperto?
  • Empresa negligente?
  • Falta de acompanhamento de supervisores?
  • Falta de fiscalização da equipe de SST?

Que possa ao menos servir de lição! não é verdade? Comente aqui embaixo o que mais podemos tomar de lição desse caso!

Fonte: douradosnews.com.br

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Sobre Dimmis Ferreira

Formado em Gestão Ambiental pela Universidade Católica Dom Bosco e Técnico em Segurança do Trabalho pelo SENAC Dourados. Sei que os riscos nos locais de trabalho existem e que podem ser evitados, acredito que o melhor caminho para garantir a qualidade de vida e a segurança é a Prevenção!

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